30 julho 2013

tempo de virar costas

de me ver apenas a mim reflectida.
o que quase me tornei assombra-me a visão.
de tudo faço para a ignorar. 
diz ela Tornaste-te um deles, rejeito-lhe as palavras, Estou firme, De que te serviu essa firmeza- pergunta a sombra, De nada, de nada. Mas quiça um dia volte a ser capaz de me olhar ao espelho e saber ver que agi correctamente, apesar da falta de futuro e talvez, não sei será pedir demais, a sombra da humilhação já não me ofusque. 
(não ignoro o facto de o espelho ter razão, assim como eu tenho as minhas- de nada me serve ser assim. as vitórias conquistam-se quando a alma não se intromete entre o reflexo e o espelho) 

Sem comentários:

Enviar um comentário