08 agosto 2013

amar o desconhecido

pareces-me mais perto nestes dias.
é ilusão com a qual consigo sobreviver.
mata-me o coração não te saber;
saber assim como quem sabe.
também eu guardo muitas coisas para mim
ou melhor
tento não as lembrar,
para que, em separado, possamos a felicidade.
tivesse eu direito a esfregar a lâmpada e pediria:
abre-te a mim; confessa-me os motivos das tuas tristezas; deixa a tua alma falar-me; entrega-me a tua alma.
mas vamos apenas naquilo que podemos
e tu acreditas que podes tão pouco
que se me esvazia o coração. 

faz-me falta confissões da tua alma;
sinto / sei que não te conheço.
como pode amar-se o desconhecido?


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