23 agosto 2013

brisa

não fosse a brisa que aqui faz a percorrer-me o corpo e estaria morta;
lembro-te.
relembro o dia que me disseste que não me podias ver;
(preciso de uma pausa para contar até dez)
(dez parece pouco)
imagino que me apareces, aqui e agora, por trás: não me reconheces,
já tão longe vão os dias, que o teu corpo não saberá mais o meu. 
não é tempo de acabar com isso?
quanto menos me olhas mais eu te lembro.
quanto mais te lembro, mais enganada fico sobre como te sei.
pesa-me o silêncio de não podermos falar sobre isto.
tenho o coração como uma encruzilhada.

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