10 agosto 2013

não saber as palavras

li hoje que as palavras não dizem.
hoje escrevi-te como se as palavras estivessem em saldo; talvez não tenha dito muito
ou o muito que disse nada te tivesse dito. 
dirigiste-te a mim de uma forma muito rara,
preocupando-me a alma, prefurando-me o coração e esburacando o pouco orgulho que me restou destes três ultimos meses.
às vezes nem eu sei porque te insisto;
é como insistir em olhar para o sol.
as tuas não-palavras foram como aqueles bilhetes de condolências que se penduram nos ramos de flores em velórios. 
encontro-me viva, mas não sei quanto mais sobreviremos.

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