09 setembro 2013

virar costas ao rio


A saudade guiou-me hoje até ao rio;
esse mesmo rio que dizíamos nosso.
Encontrei-o sozinho; afinal o rio fomos nós que o fizemos.
Eu e o rio, de mãos dadas, aguardamos a morte;
que a vida não é possível sem as tuas palavras, braços e lábios.

Estava de vestido florido e de botas parisienses,
preparei-me a rigor, como sempre fazia quando ali, sentados, trocávamos juras de amor pecaminosas.
Quem sabe o que o rio sabe,
saberá o adeus. 

A ausência deveria ser uma coisa silenciosa.