09 dezembro 2013

ainda

no instante em que largamos as nossas vozes no rio,
devolvi ao rio a palavra espera.
lá em baixo, 
com ele (outra vez os hemisférios)
retorno. à palavra.

que à tua voz, foi como às tuas mãos, assim:
numa lua cheia, naquele momento em que o céu e o rio rumam noites e vidas diferentes,
esgueirei-me,

dancei nua aos deuses,
pedindo de volta a tua voz e o teu toque.
tu, para junto de mim.